11.8.06

O Pai Terno e o Pai Eterno.


Lembro de quando eu era adolescente e minhas colegas vibravam com os apelidos de artistas que ele colocava em cada uma de nós. Levantava a auto-estima da gente. Cheio de piadas e casos engraçados, meu pai era uma pessoa de bom humor contagioso. Com ele aprendi o jogo da velha, aprendi a jogar damas e, claro, a torcer pelo time do Bahia. Como era bom brincar e torcer junto com ele!

Brincar com os filhos é algo maravilhoso! Que bom que o meu pai sabia disso. Gosto de lembrar dele brincando conosco e nunca esqueço um dia em que o vi brincando com a minha filha no chão, simulando um piquenique. Não havia objeto nem lanche algum naquele momento. Apenas a imaginação fértil dele. Quanta ternura!

Meu pai faleceu, vítima de um infarto na véspera do Dia dos Pais. Ao invés de um almoço especial e alegre, conforme estava sendo esperado e planejado, tivemos a surpresa de uma cerimônia fúnebre, no domingo mais triste da minha história!

No domingo anterior eu havia pregado sobre a alegria que deve viver todo aquele que confia no Pai dos céus, como a criança que confia no pai terreno incondicionalmente. Agora eu estava ali totalmente dependente dos cuidados do Pai Eterno, me sentindo em seu colo, enquanto eu amamentava ainda uma criança de dois meses que dependia tanto de mim também.

O Pai eterno é o Deus do consolo e da alegria. A alegria desse Pai é a nossa força. Nunca nos deixará. Não estamos sós. Não viveremos o luto do Pai celestial jamais.

Meu pai se eternizou pela lembrança de sua alegria e graça que ainda me faz sorrir, mesmo ele estando ausente. Era um pai terno...

O Pai do Céu se eterniza pela alegria e graça que me fará sempre feliz, porque Ele está e estará sempre presente! É o Pai eterno...

“Não vos deixarei órfãos!” (João 14:18)
“Nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” (Hebreus 13:5b).

1 Comments:

At 00:02, Blogger Gláucia said...

Amei sua matéria. Posso usá-la no mural do dia dos pais?
Obg
Gláucia

 

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