25.8.06

Um santo defeito...


Daniel foi um camarada jovem, íntegro, que ousou ser fiel aos seus valores religiosos, nacionalistas, éticos (e até gastronômicos), mesmo estando exilado numa terra de valores culturais e religiosos completamente diferentes dos seus. Ele não aceitava que ninguém “fizesse a sua cabeça” para comer ou beber o que não achava que deveria nem adorar ou orar a quem ele não reconhecia como Deus.

Tinha fortes convicções sobre diante de quem deveria ele se inclinar e orar. Orava disciplinadamente, e sem subterfúgios, três vezes ao dia, a despeito da ordem contrária imposta pelo rei. Ele orava unicamente ao Deus que reconhecia como o Deus verdadeiro. Isso contrariava os interesses do poder da época. Era subversão! Santo defeito!

Como agia de modo íntegro, não usava a religião para explorar ninguém, nem como forma de autopromoção, diz a Bíblia que os seus invejosos acusadores só acharam este erro nele: A oração ao único Deus!

Sua vida não foi nada fácil. Foi perseguido, vigiado, acusado de desobediência e jogado na cova dos leões. Era o preço de sua fidelidade a Deus. No final ele foi poupado, saiu ileso, Deus resolveu livrá-lo. Os leões não ousaram tocar nele. Seus amigos também não se queimaram nas chamas porque Deus quis livrá-los. Mas o bonito na história é que essa garantia não havia sido dada antes. Ele de fato preferia ser comida de leões e seus amigos preferiam ser queimados vivos que pecar contra o seu Deus e por isso não se intimidaram com as ameaças.

Há vários exemplos na Bíblia e na História de pessoas que não receberam o livramento de Deus na hora H, como o exemplo do próprio Jesus Cristo, do jovem pregador Estevão, do pastor Martin Luther King e tantos outros. Esses os “leões” famintos assassinaram.

Daniel se arriscou a agir conforme suas convicções monoteístas no que diz respeito à sua vida de adoração e oração.

Os deuses da injustiça, da desigualdade, da corrupção e opressão querem que nos inclinemos. Cada um de nós (que vive afirmando que Deus é fiel), também é chamado a viver sendo fiel ao único Deus a ser obedecido e este é o Deus da verdade, da justiça, da eqüidade, da libertação e do amor.

É preciso estar preparado em oração para pagar o preço de andar na contra mão do poder da nossa época!

Os “leões” nos aguardam...

18.8.06

CADA DIA


Ontem meditei no texto bíblico que diz assim, na tradução mais atualizada: “Ensina-nos a usar bem os dias da nossa vida para que nos tornemos sábios.” Salmos 90:12

De fato é a soma dos dias bem vividos, que podem tornar-nos sábios se aprendermos a tirar lições de cada acontecimento e experiência que vivemos sem desperdícios. Aproveitando bons e maus momentos como mestres diários! Viver cada dia bem...

A murmuração e a ansiedade muitas vezes nos trazem perdas dessas lições de sabedoria que os acontecimentos sob a orientação divina podem nos proporcionar. Por isso Jesus Cristo nos ensina a viver um dia de cada vez intensamente.
“O pão nosso de cada dia nos dai hoje.” ( Mateus 6:11)
“Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.” (Mateus 6: 34)

O ensino de Jesus não deve ser usado como desculpa para pessoas preguiçosas, irresponsáveis ou procrastinadores de questões urgentes e necessárias, que estão sempre deixando os trabalhos a serem feitos hoje para amanhã.

Pedir o pão nosso de cada dia e não nos preocuparmos ansiosamente com o dia de amanhã, representa sim, a confiança no Deus que provê o nosso sustento diário. Viver bem cada dia é fugir da ansiedade e do desespero dos que não confiam na provisão de Deus.

Viver um dia por dia e deixar o amanhã para nos ocuparmos amanhã é um desafio que envolve discernimento, pois não invalida a busca do alcance de metas pré-estabelecidas e da realização de sonhos de médio e longo alcance. Não dispensa um sério planejamento no trabalho e o uso de agenda para não cairmos na armadilha do esquecimento.

Viver bem cada dia é tornar-se sábio.
E sabedoria é viver cada dia bem com Deus...
Penso assim...e busco viver assim...

11.8.06

O Pai Terno e o Pai Eterno.


Lembro de quando eu era adolescente e minhas colegas vibravam com os apelidos de artistas que ele colocava em cada uma de nós. Levantava a auto-estima da gente. Cheio de piadas e casos engraçados, meu pai era uma pessoa de bom humor contagioso. Com ele aprendi o jogo da velha, aprendi a jogar damas e, claro, a torcer pelo time do Bahia. Como era bom brincar e torcer junto com ele!

Brincar com os filhos é algo maravilhoso! Que bom que o meu pai sabia disso. Gosto de lembrar dele brincando conosco e nunca esqueço um dia em que o vi brincando com a minha filha no chão, simulando um piquenique. Não havia objeto nem lanche algum naquele momento. Apenas a imaginação fértil dele. Quanta ternura!

Meu pai faleceu, vítima de um infarto na véspera do Dia dos Pais. Ao invés de um almoço especial e alegre, conforme estava sendo esperado e planejado, tivemos a surpresa de uma cerimônia fúnebre, no domingo mais triste da minha história!

No domingo anterior eu havia pregado sobre a alegria que deve viver todo aquele que confia no Pai dos céus, como a criança que confia no pai terreno incondicionalmente. Agora eu estava ali totalmente dependente dos cuidados do Pai Eterno, me sentindo em seu colo, enquanto eu amamentava ainda uma criança de dois meses que dependia tanto de mim também.

O Pai eterno é o Deus do consolo e da alegria. A alegria desse Pai é a nossa força. Nunca nos deixará. Não estamos sós. Não viveremos o luto do Pai celestial jamais.

Meu pai se eternizou pela lembrança de sua alegria e graça que ainda me faz sorrir, mesmo ele estando ausente. Era um pai terno...

O Pai do Céu se eterniza pela alegria e graça que me fará sempre feliz, porque Ele está e estará sempre presente! É o Pai eterno...

“Não vos deixarei órfãos!” (João 14:18)
“Nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” (Hebreus 13:5b).

4.8.06

Violência Covarde

“Não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.” ( Mateus 18:14)

Vi na página principal de um Jornal hoje a foto de um pai sentado no chão com o filho morto no colo, atingido pelos ataques da guerra no Líbano. Foram dezenas de crianças mortas nesta guerra na última semana. O poder bélico mostrando sua força estúpida e covarde...

Deus meu! Eram apenas crianças!!! Não haviam se alistado para a guerra! Não tinham idade ainda para saber nada sobre o porquê da guerra. Não sabiam ainda do porquê de tantas outras coisas...

Nada justifica as motivações que levam os povos a tentarem exterminar uns aos outros. E mais repugnante ainda é a ação de soldados contra crianças de qualquer povo.

Lembrei do grande líder Moisés, que ainda bebê foi poupado da morte imposta pelo Faraó aos meninos hebreus e do próprio filho de Deus, Jesus Cristo que foi poupado ainda criança de ser morto pelos soldados do rei Herodes.

A necessidade desses poderosos de se mostrar forte foi tão covarde que matou muitas e muitas crianças!

Em nosso país há outras espécies de guerras diariamente contra crianças: Extermínio, abuso sexual, aliciamento e a omissão social que gera a fome, a mendicância, o trabalho infantil, aborto e desnutrição.

Aqui também se vê pais e mães com filhos mortos no colo, vítimas da violência barulhenta ou silenciosa dos covardes!

Que Deus tenha misericórdia de nós e de nossas crianças!